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domingo, 15 de março de 2015
segunda-feira, 8 de abril de 2013
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
Brasil, um país de contrastes sociais.
Criança catando restos de comida, uma realidade cruel.
O Brasil é um país de dimensões continentais, com mais de 8,5 milhões de km², possuindo 26 Estados e mais o Distrito Federal. Ocupa uma posição de destaque no cenário internacional por ser um país onde impera os problemas sociais provocados pela desigualdade de renda entre as classes , desemprego, violência generalizada, falta de moradias, corrupção, alto índice de analfabetismo, enfim, temos uma herança histórica no que diz respeito a distribuição da riqueza entre o povo. O processo de globalização cada vez mais autêntico, tem provocado maior distanciamento entre aqueles que detêm os meios de produção e os que detêm a força de trabalho, fazendo com que a maior parte da população fique excluída do mercado de trabalho, logo esse mercado torna-se cada vez mais competitivo, pois diante dos avanços provocados pelo aprimoramento das novas tecnologias, as pessoas que não buscam a qualificação ficam excluídas do mercado de trabalho e são obrigadas a buscar ocupação nas atividades informais.
Sabe-se que, as desigualdades sociais e econômicas fazem parte de todos os países, independentemente de ser rico ou pobre, embora seja mais efetivo em nações subdesenvolvidas e emergentes que sofrem com as consequências oriundas da forma de colonização a qual foram submetidas. São várias as causas que contribuem para a condição de subdesenvolvimento em que se encontram muitos países. Dentre elas, as principais são:
Disparidade em relação à distribuição da renda, ou seja, uma grande parcela da população recebe baixos rendimentos, o que contribui para o agravamento da pobreza. Geralmente a riqueza permanece nas mãos de uma minoria, enquanto a maioria vive com sérios problemas sociais.
- Extrema concentração das propriedades agrícolas, onde os melhores solos e os maiores investimentos estão voltados para a agricultura de exportação.
- Nível baixo de escolaridade: esse item é resultado das diferenças de rendimento, desse modo, muitas crianças em idade escolar são forçadas a deixar os estudos para desenvolverem algum tipo de trabalho, com a finalidade de contribuir com a renda familiar.
- Condições extremamente precárias de moradia: O modo de moradia das pessoas reflete a classe à qual a pessoa pertence, os bairros da periferia são desprovidos dos serviços públicos básicos (água tratada, esgoto, iluminação, coleta de resíduos sólidos, postos de saúde entre outros). A partir da segunda metade do século XX, os centros urbanos tiveram um vultoso crescimento, no entanto, o aumento não foi acompanhado pela infraestrutura, formando bairros marginalizados. Esse processo foi proveniente do intenso êxodo rural (migração de trabalhadores rurais em direção às cidades), fazendo com que as cidades se tornassem urbanizadas.
Disparidade em relação à distribuição da renda, ou seja, uma grande parcela da população recebe baixos rendimentos, o que contribui para o agravamento da pobreza. Geralmente a riqueza permanece nas mãos de uma minoria, enquanto a maioria vive com sérios problemas sociais.
- Extrema concentração das propriedades agrícolas, onde os melhores solos e os maiores investimentos estão voltados para a agricultura de exportação.
- Nível baixo de escolaridade: esse item é resultado das diferenças de rendimento, desse modo, muitas crianças em idade escolar são forçadas a deixar os estudos para desenvolverem algum tipo de trabalho, com a finalidade de contribuir com a renda familiar.
- Condições extremamente precárias de moradia: O modo de moradia das pessoas reflete a classe à qual a pessoa pertence, os bairros da periferia são desprovidos dos serviços públicos básicos (água tratada, esgoto, iluminação, coleta de resíduos sólidos, postos de saúde entre outros). A partir da segunda metade do século XX, os centros urbanos tiveram um vultoso crescimento, no entanto, o aumento não foi acompanhado pela infraestrutura, formando bairros marginalizados. Esse processo foi proveniente do intenso êxodo rural (migração de trabalhadores rurais em direção às cidades), fazendo com que as cidades se tornassem urbanizadas.
desperdício de alimentos no Brasil
A fome e a subnutrição onde muitos países que se enquadram na condição de subdesenvolvidos e, em especial o Brasil, a população enfrenta a falta parcial ou total de alimentos, muitas vezes uma parcela da população não possui recursos financeiros suficientes que garantem o acesso à quantidade de calorias diárias que uma pessoa necessita. Nesse contexto, ocorre também e de forma bastante intensa a subalimentação, que se caracteriza pela ingestão de alimento de forma descontínua, onde a quantidade de calorias é insuficiente para um bom crescimento e desenvolvimento das atividades cotidianas, ou seja, o fato de você comer muito não significa que está bem alimentado. Onde podemos observar diariamente, toneladas de alimentos sendo desperdiçados por falta de uma política que garanta um melhor aproveitamento e seu consequente consumo por milhares de pessoas que na maiorias das vezes não fazem nenhuma refeição diária, ou seja, estão passando fome.
O Brasil que queremos, depende antes de mais nada, de você!!!!!!!
Os índices de desperdício de alimentos no Brasil, um país com 46 milhões de famintos, é um dos maiores do mundo. Estudo realizado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) no Centro de Agroindústria de Alimentos mostra que o brasileiro desperdiça mais do que aquilo que come.
Com o intuito de combater o desperdício de alimentos no refeitório do Campus Januária, no inicio do ano de 2010 começaram os trabalhos de conscientização em torno do tema da fome no mundo e do desperdício alimentar.
O projeto foi idealizado pelos alunos internos do Campus Januária, que fazem parte do Grupo CICON (Cidadão Consciente), que tem como objetivo discutir temas relevantes no cotidiano dos alunos.
O despedicios e a fome no Brasil
Em casa, na feira, no supermercado. Poucas pessoas têm a completa consciência sobre o possível desperdício de alimentos que protagoniza diariamente e quais as maneiras de evitá-lo.
Um estudo realizado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) no Centro de Agroindústria de Alimentos mostra que o brasileiro joga fora mais alimentos do que come.
Em hortaliças, por exemplo, o total anual de desperdício é de 37 quilos por habitante.
Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que, nas dez maiores capitais do País, o cidadão consome 35 quilos de alimento por ano, ou seja, dois quilos a menos do que o total que é jogado no lixo.
A média de desperdícios no Brasil está entre 30% e 40%. Nos Estados Unidos, esse índice não chega a 10%.
Estima-se que em restaurantes, o índice de desperdício chega a 15% e nos domicílios, a 20%.
A conscientização contra o desperdício de alimentos começa antes mesmo do seu preparo. Definir previamente os pratos que irão compor o cardápio semanal e fazer uma lista com os ingredientes que precisará contribuem para melhor nortear o consumidor no ato da compra.
"A escolha de alimentos como frutas, legumes e hortaliças, sempre que possível, deve se realizar sem o contato manual. Desta maneira, o produto será preservado por mais tempo", orienta a nutricionista Luciana Serra, gerente de qualidade da Nutrin Alimentos.
Um estudo realizado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) no Centro de Agroindústria de Alimentos mostra que o brasileiro joga fora mais alimentos do que come.
Em hortaliças, por exemplo, o total anual de desperdício é de 37 quilos por habitante.
Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que, nas dez maiores capitais do País, o cidadão consome 35 quilos de alimento por ano, ou seja, dois quilos a menos do que o total que é jogado no lixo.
A média de desperdícios no Brasil está entre 30% e 40%. Nos Estados Unidos, esse índice não chega a 10%.
Estima-se que em restaurantes, o índice de desperdício chega a 15% e nos domicílios, a 20%.
A conscientização contra o desperdício de alimentos começa antes mesmo do seu preparo. Definir previamente os pratos que irão compor o cardápio semanal e fazer uma lista com os ingredientes que precisará contribuem para melhor nortear o consumidor no ato da compra.
"A escolha de alimentos como frutas, legumes e hortaliças, sempre que possível, deve se realizar sem o contato manual. Desta maneira, o produto será preservado por mais tempo", orienta a nutricionista Luciana Serra, gerente de qualidade da Nutrin Alimentos.
sábado, 10 de dezembro de 2011
Ratas gigantes en Inglaterra
En el estado de Bradford, en Inglaterra, según publica The Sun, sufren una plaga de ratas gigantes. Uno de los vecinos ha matado a una de ellas de un tiro en la cabeza. La foto es sorprendente por las dimensiones de la rata, 78 centímetros de longitud, que tiene este roedor. Pero el problema radica, no en el ejemplar muerto, si no en las 4 ratas que se le escaparon, y si han creado una colonia.
El diario inglés las identifica como una especie de super-ratón de América del Sur. Si es así, la siguiente pregunta a responder sería ¿cómo han llegado hasta la isla?.
De la Sociedad de Mamíferos se especula con que pueda ser un coipo, un gran roedor del continente americano.
Otra de las hipótesis es que como el ser humano cada vez produce más y más basura, entre ellos grandes desperdicios de comida, estas ratas tendrían alimento de sobra para que cada generación fuera aumentando en peso y tamaño. Como en el artículo anterior del problema de las gaviotas, vemos como el hombre vuelve a estar en medio de los desarreglos de la naturaleza.
sábado, 26 de fevereiro de 2011
Campanha Contra o Desperdicio de Alimentos
Campanha Contra o Desperdicio de Alimentos

A ONG Banco de Alimentos preocupa-se em oferecer alimentos não somente em quantidade adequada, com o também em qualidade. Com essa finalidade, a ONG ministra treinamentos teóricos (palestras) e treinamentos práticos (oficinas culinárias). Nestes, as instituições atendidas aprendem a manipular, aproveitar integralmente os alimentos (utilização de partes não convencionais do alimento – cascas, folhas e talos) e consumí-los adequadamente, a fim de combater desvios nutricionais, como a desnutrição e subnutrição. São encontros mensais que reúnem um representante de cada instituição, sendo este multiplicador da informação recebida. Desta forma o papel da educação nutricional, de auxiliar indivíduos a estabelecer práticas e hábitos alimentares adequados às suas necessidades nutricionais de acordo com os recursos alimentares locais, hábitos alimentares, condição sócia econômico, cultural, antropológica, psicológica e outras, torna-se um elemento fundamental, pois está lidando com todo o universo de interações e significados que compõe o fenômeno do comportamento alimentar e desempenha um papel importante também em relação à promoção de hábitos alimentares saudáveis desde a infância.
terça-feira, 16 de novembro de 2010
Só para lembrar: cuidado com o óleo de cozinha!
Apenas um litro de óleo doméstico, descartado no ralo, consegue contaminar 1 milhão de litros de água… Imagine então em uma cozinha industrial, com uma alta produção de refeições o tempo todo, servindo massas, molhos, carnes, batatas, guarnições, todo o tipo de preparação que necessitam de óleo nas panelas. Não estou falando somente do óleo usado nas frituras, mas todo e qualquer óleo que sobram nas panelas, nos talheres, que também são lavados e enxaguados em água corrente e o óleo que fica nesses utensílios, vai também para o ralo. Em cozinha industrial, não são quatro talheres a serem lavados, mas mais de 100, todos os dias!
A quantidade de água para diluir este óleo seria suficiente para o consumo – banho e comida – de uma pessoa por 40 anos. 40 anos!
Encaminhar corretamente o óleo de cozinha evita o desperdício de água e o uso de substências químicas. (Foto: Divulgação)
Quando o óleo é descartado de forma incorreta provoca entupimento e algumas vezes chega a romper redes de coleta, o que exige uso de substâncias químicas altamente tóxicas para conseguir desentupi-las. Chefes mais conscientes conseguem evitar isso com gestos simples. Óleos usados podem ser fornecidos para Ongs, que ensinam pessoas a fazer o sabão com o ingrediente reciclado, que pode ser vendido para as comunidades.
E o óleo que fica nas panelas, fritadeiras, pratos, papeis toalha podem ser retirados com os mesmos papeis toalha e não serem jogados nos lixos, não é? Podem ser separados e também levados para estas ONGs que com certeza vão ter um destino melhor para eles.
Pense nisto. O óleo não é só de fritura!
Você gosta de gastronomia? Dê um pulo no blog Informações à Mesa. Novidades, dietas, gastronomia.
Categorias: sustentabilidade
Tags: cozinha,óleo de cozinha,óleo de fritura,reciclagem,sabão,sustentabilidadeDesperdício de comida em um mundo que passa fome
Segundo a ONU, cerca de 963 milhões de pessoas não têm acesso a alimentos no planeta. E a situação se agravou no último ano.
Calcula-se que o consumo anual de alimentos em todo o planeta seja de 375 milhões de toneladas; e que a maior parte deste total provenha das plantas. Considerando-se que 10% deste alimento são vegetais consumidos in natura e que outros 10% são de folhas e talos aproveitáveis na alimentação e que são jogados fora, tem-se um desperdício de quase 4 milhões de toneladas de alimentos. Os números fazem parte de um extenso relatório da ONU sobre o assunto, publicado em 2008.
O desperdício se dá em todas as fases da produção de alimentos, desde o plantio e a colheita até o consumidor final. Calcula-se que hoje, no Brasil, 20% de toda a produção agrícola seja perdida durante a colheita e que outro tanto vá para o ralo durante o transporte ou devido a embalagens inadequadas. Esses índices de perda só são menores nos países do chamado Primeiro Mundo, mas há países que perdem até 70% de sua produção devido a fatores diversos – casos, principalmente, de nações centroamericanas, africanas e muitas asiáticas.
O mundo “incinera” milhares de toneladas de alimentos todos os anos devido à má conservação, deterioração ou contaminação por agrotóxicos. E esse desperdício está em todos os lugares; ocorre, muitas vezes, sem que percebamos. Só para se ter uma ideia, no Ceagesp do Rio de Janeiro cerca de 40 toneladas de alimentos são perdidas diariamente.
Fome no Brasil
O último dado sobre a fome no Brasil, divulgado pelo IBGE, mostra que 14 milhões de brasileiros passam fome. A pesquisa, de 2006, demonstra que 7,7% da população vivem em domicílios nos quais a fome está presente. Já a última publicação do Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio) revela os níveis de insegurança alimentar. O estudo aponta que 72 milhões de pessoas (39,8% da população) estão vulneráveis à fome em maior ou menor grau: têm preocupação com a falta de dinheiro para comprar comida; perderam qualidade em sua dieta; ou ingeriram alimentos em quantidade insuficiente. São 18 milhões os domicílios afetados pelo problema – ou 34,8% do total.
O último dado sobre a fome no Brasil, divulgado pelo IBGE, mostra que 14 milhões de brasileiros passam fome. A pesquisa, de 2006, demonstra que 7,7% da população vivem em domicílios nos quais a fome está presente. Já a última publicação do Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio) revela os níveis de insegurança alimentar. O estudo aponta que 72 milhões de pessoas (39,8% da população) estão vulneráveis à fome em maior ou menor grau: têm preocupação com a falta de dinheiro para comprar comida; perderam qualidade em sua dieta; ou ingeriram alimentos em quantidade insuficiente. São 18 milhões os domicílios afetados pelo problema – ou 34,8% do total.
As estimativas mundiais atuais indicam que:
1. Cerca de 24 mil pessoas morrem diariamente devido à fome ou a causas relacionadas com ela. Esse índice era de 35 mil em 1998, e de 41 mil em 1988.
2. 10% das crianças dos países em desenvolvimento morrem antes dos 5 anos. Há cinquenta anos, a porcentagem era de 28%.
3. A maior parte das mortes por fome é provocada pela desnutrição crônica. As famílias simplesmente não conseguem obter comida.
4. Além da morte, a desnutrição crônica também provoca a diminuição da visão, apatia, atrofia do crescimento e aumenta consideravelmente a susceptibilidade às doenças. Pessoas que sofrem de desnutrição grave ficam incapacitadas das funções mais básicas.
5. Segundo as estimativas, cerca de 963 milhões de pessoas em todo o planeta sofrem de fome e subnutrição – algo em torno de 14% da população mundial.
6. Muitas vezes, são necessários recursos simples para que os povos empobrecidos tenham capacidade de produzir alimentos e se tornarem autossuficientes. Esses recursos incluem sementes de boa qualidade, ferramentas adequadas e o acesso a água.
7. Muitos peritos nas questões da fome acreditam que a melhor maneira de reduzir a fome é através da educação. As pessoas instruídas têm maior capacidade para sair do ciclo de pobreza que provoca a fome.
Fontes: relatórios da ONU, IBGE, Pnad e Ceagesp. Retirado de PlanetaInteligente.
sábado, 6 de novembro de 2010
Evitando o desperdício de alimentos no ETSP
Desperdício
Evitando o desperdício de alimentos no ETSP
Evitando o desperdício de alimentos no ETSP
Este é o principal objetivo do Programa de Captação de Doações do Banco Central de Alimentos da Ceagesp, que há vários anos vem repassando as doações dos atacadistas do Entreposto de São Paulo a entidades cadastradas pelo projeto.
A iniciativa dos permissionários, segundo o coordenador do serviço, Carlos Dieter Maresch, contribui com a redução das taxas de lixo, além de proporcionar dignidade às pessoas que pegam alimentos nos contêineres espalhados pela Ceagesp.
“Para a coleta de doações, temos à disposição um caminhão próprio, mas o doador pode entregar os excedentes não comercializáveis de frutas e hortaliças diretamente no Banco de Alimentos”, explica.
“Caso seja solicitado, também fazemos a devolução das embalagens”, completa. Mas a doação de alimentos requer alguns cuidados. “Os produtos não podem estar amassados ou apresentar podridão, ponto de mofo ou bolor e consistência muito alterada”, orienta.
“Por isso, é importante o permissionário não esperar até o último minuto para doar”, frisa. Atualmente, o serviço arrecada 5,8 toneladas de alimentos diariamente. No entanto, o volume de alimentos que vai para o lixo atinge 16 toneladas, o que poderia alimentar cerca de 40 mil pessoas.
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
A realidade sobre o desperdício de alimentos
A fome e o desperdício de alimentos são dois dos maiores problemas que o Brasil enfrenta, constituindo-se em um dos maiores paradoxos de nosso país, já que produzirmos 140 milhões de toneladas de alimentos por ano somos um dos maiores exportadores de produtos agrícolas do mundo ao mesmo tempo em que temos milhões de excluídos sem acesso ao alimento em quantidade e/ou qualidade para que se mantenham, primeiramente, vivos e, quando assegurada a sobrevivência, com saúde e capacidade adequada ao desenvolvimento humano.
Acreditamos, dadas as tristes características brasileiras, que alimentos eliminados indiscriminadamente poderiam ser aproveitados como principal fonte de combate contra os efeitos da fome, desnutrição e subnutrição. As perdas na cadeia produtiva de alimentos alimentariam 1/3 dos famintos brasileiros. Ou seja, sem se gastar nem mais um centavo com a produção de alimentos, apenas nos dedicando objetivamente a recuperarmos este desperdício, estaríamos oferecendo alimentação a 44 milhões* de pessoas que passam fome no país.
*Fonte: Programa FOME ZERO (2000)
Dados da fome e suas conseqüências
Como já foi dito, 55 milhões de pessoas estão abaixo da linha da pobreza. Segundo dados do IPEA (2000). Desse dado pode-se deduzir o tamanho da fome no Brasil.
15,8% da população brasileira, cerca de 26 milhões de pessoas, não tem condições mínimas de serviços básicos, higiene, educação, saúde e, com certeza, a alimentação. Segundo o relatório do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (1999)
Três milhões de crianças brasileiras com até seis anos tem uma alimentação inadequada, a qual é responsável por mais da metade das doze milhões de mortes nessa faixa etária. Segundo o Mesa São Paulo (1999).Nas famílias em que a renda não supera a dois salários mínimos, foi constatado que o valor nutricional contido no prato de um membro dessa família equivale a cinco folhas de alface, um quarto de maçã e menos da metade de um bife. De acordo com pesquisa sobre orçamento familiar realizada pelo IBGE, Instituto. Brasileiro de Geografia e Estatística, em 1999.
Conclusão
Ao desperdiçarmos toneladas de alimentos diariamente, contribuímos para a degradação econômica e social do nosso país, prejudicando a saúde de milhões de pessoas, cidadãos que sofrem com a irracionalidade do desperdício.
Os números aqui apresentados, não precisam de análises profundas para demonstrar o óbvio: há um abismo entre o potencial econômico do Brasil, país que produz mais alimentos do que necessita, e a qualidade de vida de seus cidadãos, que passam fome aos milhares. Este estado está relacionado a questões políticas, econômicas, ideológicas e comportamentais.
A realidade paradoxal brasileira exige mudanças drásticas para melhoria da qualidade de vida da população. Enxergamos uma enorme barreira, qual seja, a falta de consciência da adequada utilização dos recursos, para alcançarmos melhores índices de desenvolvimento econômico do país, independentemente do crescimento econômico, o qual por si só não resolverá nossos contra-sensos, paradoxos, caso a sociedade não mude sua visão e participação no processo de desenvolvimento social.
É necessário, portanto, existir uma conscientização quanto ao desperdício a curto, médio e longo prazo. Quantos estão dispostos a pagar por uma cadeia de ações que facilita a disseminação da fome e desnutrição, com todas as suas conseqüências para a sociedade, e até quando essas atitudes serão ignoradas pela sociedade?
Fonte: www.bancodealimentos.org.br
Matéria realizada por: Bruno Tavares
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